Tempestade Solar

Brasil

De todos os cenários deste site, este é o que gera mais mitos. A NASA afirma isso diretamente: uma tempestade solar não causa dano físico a você se estiver na Terra. O que ela pode afetar são o GPS, o rádio de alta frequência e, no caso extremo, a rede elétrica. Aqui está a diferença entre o que é real e o que é alarmismo.

Atualizado em 9 de setembro de 2026

Fulguración solar de clase X vista en tres longitudes de onda del ultravioleta extremo.
Fulguración solar de clase X vista en tres longitudes de onda del ultravioleta extremo.NASA / SDO · Goddard Space Flight Center · Dominio público

Antes da crise

O que a NASA de fato documenta que pode acontecer: as tempestades geomagnéticas induzem correntes elétricas nas redes de transmissão, que podem danificar transformadores, relés e disjuntores; erupções solares fortes podem interromper o rádio de alta frequência que atravessa a atmosfera superior; e aquecem e expandem essa atmosfera, aumentando o atrito sobre satélites de órbita baixa, que perdem altitude.

  • Não é preciso nenhum preparo especial além do que você faria para qualquer outro cenário: plano familiar, mochila de emergência e reserva de água e alimentos.
  • Se você depende do GPS para trabalhar ou dirigir, tenha um mapa físico como backup.
  • Siga apenas fontes oficiais de monitoramento espacial: o Centro de Previsão de Clima Espacial da NOAA (Space Weather Prediction Center) publica alertas verificados.
  • Desconfie de qualquer mensagem viral que anuncie um "apagão total" em uma data exata: as agências espaciais alertam com dados, não com boatos de redes sociais.
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Durante a crise

Como interpretar as escalas oficiais da NOAA. Existem três escalas independentes, cada uma medindo um efeito diferente:

Escala G — tempestades geomagnéticas (afeta a rede elétrica)
Vai de G1 a G5. No nível G3 há problemas intermitentes de navegação por satélite. No G4 a navegação por satélite fica degradada por horas. No G5, o mais severo, alguns sistemas de rede elétrica podem sofrer colapso total ou apagões.
Escala R — apagões de rádio (afeta as comunicações)
Vai de R1 a R5. No R5, o mais severo, há apagão completo do rádio de alta frequência em todo o lado iluminado da Terra, durante horas.
Escala S — tempestades de radiação solar (afeta satélites e aviação)
Vai de S1 a S5. No S5, os satélites podem ficar inoperantes, com possível dano permanente aos seus painéis solares.
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Depois da crise

Se a sua região sofreu um corte de energia por causa de uma tempestade geomagnética, as regras são as mesmas de qualquer outro apagão: consulte o guia de apagão energético para alimentos, gerador e frio ou calor sem eletricidade.

  • Verifique se o GPS e os sistemas de navegação estão funcionando normalmente antes de confiar neles para um trajeto longo.
  • Informe qualquer dano elétrico à sua companhia de energia, mesmo que pareça pequeno.
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Plano familiar

Um plano familiar não é um documento bonito: é um punhado de combinados feitos hoje, quando todo mundo está tranquilo, para não ter que decidir com o coração acelerado e sem sinal no celular. Faz-se em uma conversa depois do almoço e cabe em uma folha colada na geladeira.

  1. Decidam onde vão se reunir, em dois lugares diferentes. Um perto de casa, para sair rápido, e outro fora do bairro, caso não seja possível voltar à área. Que todos saibam de cor, incluindo as crianças, e que não dependa de alguém ter o celular à mão.
  2. Nomeiem um contato fora da região. Uma pessoa em outra cidade para quem todos mandam mensagem quando podem. Essa pessoa reúne as informações e as repassa, para que ninguém precise sair procurando ninguém. Funciona porque as linhas locais saturam primeiro e porque uma mensagem passa onde uma ligação não passa.
  3. Distribuam responsabilidades com nome e sobrenome. Quem pega a mochila de emergência, quem corta o gás e a luz, quem acompanha a pessoa idosa ou com mobilidade reduzida, quem tira os animais de estimação. Uma tarefa sem dono é uma tarefa que ninguém faz.
  4. Guardem a lista em papel. Telefones da família, do contato de fora, do médico, da escola, do seguro e de emergência. Em papel, na mochila e na carteira. O celular sem bateria não tem agenda.
  5. Pratiquem uma vez. Um simulado de quinze minutos revela o que a conversa não revela: que a mochila estava enterrada no armário, que ninguém sabe onde fica o registro de gás, que a criança não lembra o ponto de encontro. Repitam pelo menos uma vez por ano e sempre que algo importante mudar em casa.
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Alimentação e água

Como armazenar a água para que sirva quando você precisar
O CDC pede recipientes de grau alimentício aprovados, com tampa que feche bem, de material rígido e inquebrável —nunca vidro— e com boca estreita para facilitar o despejo. Aviso expresso: não use embalagens que já contiveram produtos químicos tóxicos, como cloro ou pesticidas. E o que quase todo mundo esquece: a água guardada é trocada a cada 6 meses. Para desinfetar o recipiente antes de enchê-lo, use uma colher de chá de cloro doméstico sem perfume em um litro de água, espere 30 segundos e esvazie.
Que comida ter guardada
A Ready.gov recomenda vários dias de alimentos não perecíveis e dá a lista concreta: carnes, frutas e verduras enlatadas prontas para comer —e um abridor de latas—, barras de proteína ou de fruta, cereal seco ou granola, pasta de amendoim, fruta seca, sucos enlatados e leite pasteurizado de longa vida. A regra ao montar essa reserva é simples: comida que sua família realmente coma, que não precise de cozimento e que você possa revezar antes que vença.
  • Mantenha geladeira e freezer fechados: cada abertura desperdiça horas da reserva de frio.
  • Jogue fora todo alimento que tenha tocado água de enchente, mesmo que a embalagem pareça intacta. É instrução expressa da Ready.gov.
  • Tenha um abridor de latas manual. É o objeto mais esquecido e o que deixa a despensa inutilizável.
  • Se comprar água engarrafada, guarde-a lacrada em sua embalagem original, em um lugar fresco e escuro.
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Energia e comunicações

Quando a rede de celular satura: mande mensagem, não ligue
O guia conjunto da FCC e da FEMA explica o motivo: "as mensagens de texto podem passar quando sua ligação não consegue", ainda que haja atraso na entrega se a rede estiver congestionada. E pede algo que quase ninguém faz: "limite as ligações que não sejam de emergência", porque cada ligação ocupa espaço que as comunicações de socorro precisam. Guarde também um contato com o nome "ICE" (In Case of Emergency), que é a convenção que a equipe de resgate procura em um celular alheio.
Como fazer a bateria render mais
O mesmo guia recomenda diminuir o brilho da tela e desativar aplicativos para preservar a carga. Em uma emergência, o telefone deixa de ser entretenimento e passa a ser sua única linha com o mundo exterior: trate-o como trata a água.
O rádio a pilha continua insubstituível
A FCC e a FEMA recomendam um rádio a pilha ou uma televisão portátil para acompanhar os boletins de emergência durante os apagões. É o único canal que não depende nem da sua eletricidade nem da rede de celular.
Os alertas que você já tem e não sabia
Nos Estados Unidos, os Wireless Emergency Alerts são mensagens gratuitas que chegam direto ao celular em caso de clima severo, alertas AMBER e ameaças à segurança da sua região. Duas coisas que vale a pena saber: não é preciso se inscrever —funcionam nos telefones desde 2012— e não são afetados pelo congestionamento da rede, então chegam quando as ligações já não passam mais. Descubra qual é o sistema equivalente no seu país e não o silencie.
  • Tenha pelo menos uma fonte de luz que não dependa da rede elétrica: lanterna a pilha, de manivela ou luminária recarregável.
  • Carregue celulares e baterias reserva antes de o evento anunciado chegar, não quando a luz já tiver acabado.
  • Guarde uma lista de telefones importantes em papel: se o celular morrer, seus contatos morrem junto.
  • Combine com sua família que, depois de uma emergência, todos mandam mensagem para um mesmo contato em vez de se ligarem uns para os outros.
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Saúde e necessidades especiais

Esta é a seção que decide quem passa mal e quem passa perigosamente mal. Uma emergência não suspende o diabetes, a hipertensão, a gravidez nem a dependência de um concentrador de oxigênio: o que se interrompe é o acesso à farmácia, à clínica e à eletricidade. Tudo o que vem a seguir se prepara antes, porque durante já não há margem.

  1. Tenha uma reserva dos seus remédios, e saiba quais aguentam. A Ready.gov pede um suprimento de vários dias dos medicamentos prescritos. Para os que precisam de refrigeração, o CDC é taxativo: quando a luz fica um dia ou mais sem voltar, descarta-se todo medicamento que precise ser refrigerado, a menos que o rótulo diga outra coisa.
  2. A exceção da insulina, que vale a pena saber ao pé da letra. A FDA documenta que a insulina em frascos ou cartuchos do fabricante —aberta ou fechada— pode ficar sem refrigeração entre 15 e 30 °C (59 e 86 °F) por até 28 dias e continuar funcionando. Ela perde efetividade em temperaturas extremas, e quanto mais longa a exposição, menos serve. Em emergência "você ainda pode precisar usar insulina que foi armazenada acima de 30 °C" —é preferível a não usá-la—, mas assim que o armazenamento adequado for restabelecido, esses frascos devem ser descartados e substituídos.
  3. Se alguém depende de um equipamento médico elétrico, há um trâmite que quase ninguém faz. A Ready.gov diz isso explicitamente: você pode pedir à sua companhia de energia que te inclua em uma lista de prioridade para o restabelecimento do serviço. Esse trâmite é gratuito, pode ser feito em qualquer dia e muda a ordem em que você é reconectado. Tenha uma bateria adicional para a cadeira de rodas elétrica e para qualquer dispositivo de assistência, e converse com o médico sobre como manter o equipamento funcionando durante um apagão.
  4. Guarde uma cópia das informações médicas, não só os remédios. Lista de medicamentos com doses, alergias, diagnósticos, contatos dos médicos e —para bebês— a carteira de vacinação. Nem sempre é possível repor um frasco sem receita em uma farmácia de outra cidade; uma lista escrita resolve.
Gravidez e recém-nascidos
O CDC pede no kit as vitaminas pré-natais e demais medicamentos, e suprimentos para o caso de o parto acontecer sem conseguir chegar ao hospital: toalhas limpas, tesoura afiada limpa, aspirador nasal, luvas, dois cadarços brancos limpos para amarrar o cordão, lençóis limpos, absorventes, sabão ou álcool e sacos de lixo. Para bebês: fraldas, lenços umedecidos, pomada, mamadeiras e fórmula. Um detalhe que importa: a fórmula pronta para consumo é a opção mais segura em emergência, porque não precisa ser misturada com água e vem em embalagens estéreis de uso único.
Deficiência, mobilidade reduzida e idosos
A Ready.gov insiste em planejar com antecedência o transporte acessível que será necessário para evacuar ou se deslocar, e em incluir o animal de serviço ou de apoio, com sua comida, água e suprimentos. Esse plano deve ser combinado com vizinhos concretos, com nome, e não de forma abstrata.
O golpe que chega depois: a saúde mental
O CDC nomeia as reações normais após um desastre —medo, raiva, tristeza, preocupação, dormência, frustração, problemas para dormir ou pesadelos— e recomenda cuidar do corpo, manter contato com outras pessoas e fazer pausas nas notícias. Nos Estados Unidos e seus territórios existe a Linha de Ajuda para Afetados por Desastres, disponível 24 horas: 1-800-985-5990, com atendimento em espanhol. Pedir ajuda aqui não é fraqueza: é parte da recuperação, assim como consertar o telhado.
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Moradia e pertences

  1. Antes de voltar a entrar: olhe, cheire e escute de fora. O CDC determina assim: se você sentir cheiro de gás ou suspeitar de um vazamento, feche o registro principal, abra todas as janelas e saia imediatamente. Se houver água parada dentro de casa e você puder cortar a energia a partir de um lugar seco, corte. E um aviso simples que evita explosões e incêndios: use lanternas a pilha, nunca velas, lampiões a gás ou tochas.
  2. Ventile antes de se instalar. A recomendação do CDC é entrar rapidamente para abrir portas e janelas e deixar a casa ventilar por pelo menos 30 minutos antes de permanecer dentro dela.
  3. Cortar os serviços: quando sim, e o erro que não se pode cometer. O gás tem uma regra sem exceções: se você o fechar por qualquer motivo, somente um profissional qualificado pode voltar a abri-lo. Nunca o reabra você mesmo. A eletricidade se corta desligando primeiro os circuitos individuais e por último o disjuntor principal —a ordem importa, porque uma faísca elétrica pode incendiar gás se houver vazamento—. Convém fechar a água se os canos puderem ter rachado, porque isso contamina o abastecimento da casa, e não reabri-la até que a autoridade confirme que é potável.
  4. Volte só quando for autorizado. Parece óbvio e é a instrução mais desrespeitada: volte para casa somente quando as autoridades disserem que é seguro. O dano estrutural nem sempre é visível da rua.
  • Faça hoje um inventário com fotos do que há em cada cômodo: leva vinte minutos e vale ouro em um sinistro.
  • Guarde esse inventário e as apólices fora de casa —na nuvem ou com um familiar—, porque um arquivo que se molha junto com a casa não serve para nada.
  • Se precisar sair, leve com você os documentos, não os móveis.
  • Não assine nada com um prestador de serviço enquanto estiver em choque: consulte a seção de dinheiro, onde estão os sinais de fraude.
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Dinheiro e renda

Os documentos que você precisa proteger hoje
A recomendação oficial é guardar apólices de seguro, escrituras, registros de propriedade e demais papéis importantes em um lugar seguro fora de casa. Para isso, a FEMA publica o Emergency Financial First Aid Kit, organizado em quatro blocos: identificação do domicílio, documentação financeira e legal, informações médicas e contatos. Sua regra para o papel: caixa ou cofre à prova de fogo e água, caixa de segurança bancária, ou nas mãos de alguém de confiança. Para o digital: arquivos protegidos por senha em uma memória externa ou em armazenamento seguro fora de casa. E se você paga tudo online, imprima periodicamente os extratos das suas contas.
Um fundo de emergência, mesmo que pequeno
O CFPB evita fórmulas mágicas: "a quantia que você precisa depende da sua situação", mas "mesmo uma quantia pequena pode dar alguma segurança financeira". O argumento de fundo é o que importa: sem essa reserva, um gasto imprevisto único pode crescer muito mais que a fatura original por causa de juros e taxas, porque obriga a recorrer ao crédito.
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Oportunidades econômicas

Adaptação e renda
Tempo para começar: Semanas

Conserto de eletrodomésticos

Quando repor custa demais ou falta estoque, consertar a geladeira, o ventilador ou a máquina volta a fazer sentido.

Investimento estimado: USD 50–500 Dificuldade: media De casa Precisa de ferramentas
Tempo para começar: Dias

Venda de lâmpadas recarregáveis, pilhas e baterias portáteis

Quando falta luz por dias, o que acaba primeiro são lanternas, pilhas e baterias para o telefone. Revenda local com margem pequena e giro rápido.

Investimento estimado: USD 50–600 Dificuldade: baja De casa

As oportunidades são possibilidades, não garantias. O resultado depende da localização, da procura, da concorrência, do capital, das habilidades e das circunstâncias de cada pessoa.

Filtre as possibilidades de renda segundo a sua situação. Os resultados são pontos de partida para pesquisar na sua região, não recomendações personalizadas. O que posso fazer?

O que se pode vender

Adaptação e renda

Aqui vale começar pelo que não se deve vender, porque é o cenário que mais gera charlatanismo de todo o site. A NASA é explícita ao afirmar que uma tempestade solar não causa dano físico direto às pessoas na Terra. Tudo que for vendido prometendo «proteção pessoal» contra uma labareda solar é fraude.

O que tem demanda legítima é o mesmo que serve para qualquer corte prolongado, porque o efeito real documentado de uma tempestade severa está na infraestrutura, não nas pessoas:

  • Rádios a pilha ou de manivela e mapas físicos, para quem depende de GPS e internet.
  • Backup elétrico e protetores contra picos de energia para equipamentos sensíveis.
  • Cópias de segurança de dados e consultoria para pequenos negócios que só têm sua informação na nuvem.
  • Preparação geral: água, alimentos, iluminação, a mesma de qualquer apagão.
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Negócios e autoemprego

Adaptação e renda

Vale partir de um dado para dimensionar do que estamos falando: segundo a OIT, a informalidade afeta quase metade da população ocupada da América Latina e do Caribe, cerca de 47%, com diferenças enormes entre países —menos de 30% no Uruguai e no Chile, mais de 70% na Bolívia e no Peru—. Para milhões de famílias da região, "procurar emprego" e "montar algo por conta própria" são a mesma frase. O que vem a seguir não é uma promessa de renda: é o mapa do que as pessoas efetivamente fazem quando passam por uma crise, com seus requisitos e riscos à vista.

Continuidade operacional para pequenos negócios
A maioria dos pequenos comércios não tem cópia de suas informações fora da nuvem, nem sabe como cobrar se a maquininha e a internet caem. Um serviço que organiza isso —backup local, um plano de cobrança alternativo por escrito, backup elétrico para o essencial— é útil diante de uma tempestade geomagnética e diante das coisas muito mais prováveis que de fato acontecem todo mês.
Comunicação sem rede
Venda e configuração de rádios a pilha ou de manivela, e ensinar as pessoas a sintonizar as estações oficiais da região. Investimento mínimo. Vale a pena vendê-lo pelo que realmente é —independência da rede elétrica e celular em qualquer emergência— e não pelo cenário mais espetacular.
Estados Unidos — empréstimos por desastre da SBA
Para áreas com declaração de desastre. O empréstimo por dano econômico (EIDL) é capital de giro para pequenos negócios e organizações sem fins lucrativos afetados; o de dano físico cobre perdas não cobertas pelo seguro. Teto combinado de 2 milhões de dólares, juros que não excedem 4% se você não conseguir crédito em outro lugar, prazo de até 30 anos e primeira parcela adiada em 12 meses. Também há linha para proprietários de imóvel residencial (até 500.000) e locatários por bens pessoais (até 100.000).
México — o que existe hoje, com honestidade
O FONDEN deixou de assumir compromissos em 1º de janeiro de 2021. O que opera hoje diante de emergências é o PAEAN, da Proteção Civil, e vale saber o que é e o que não é: entrega insumos de socorro —cestas básicas, água, cobertores, telhas, material de limpeza— quando a capacidade do estado é ultrapassada. Não é um fundo de reconstrução nem um crédito para o seu negócio. Para capital, será preciso buscar programas estaduais, municipais ou bancos de desenvolvimento, sempre verificando no site oficial: em torno desses programas circulam fraudes que usam seu nome.
Brasil — Pronampe para micro e pequena empresa
Linha de crédito para microempresas (faturamento anual até 360.000 reais) e pequenas empresas (de 360.000 a 4,8 milhões). O valor chega a até 60% do faturamento bruto do ano anterior para empresas com mais de um ano de operação, e até 50% para as novas. A taxa máxima é a SELIC mais até 6% ao ano.
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Produtos e ferramentas

Produtos e ferramentas que podem ser úteis

Seleção orientativa para complementar a informação desta página. Não é uma loja nem uma recomendação de compra obrigatória.

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Manuais e tutoriais

PDF · manual

Manual do que fazer: Tempestade Solar

Guia completo em PDF para imprimir ou levar no telefone, com as medidas oficiais antes, durante e depois, e as fontes citadas.

Checklists e planilhas

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Histórias de recuperação

Casos reais, publicados e verificáveis: cada um traz o link da fonte onde foi documentado. Aqui não há depoimentos inventados.

Hydro-Québec (Canadá) — nove horas no escuro e uma rede redesenhada depois

A tempestade magnética de 13 de março de 1989 fez as proteções da rede de Quebec dispararem às 2h44 da madrugada e em menos de um minuto; a província inteira ficou sem eletricidade por mais de nove horas. O importante aconteceu depois: a empresa recalibrou as proteções elevando os limites de disparo, montou um sistema de alerta em tempo real para detectar perturbações durante tempestades magnéticas, mudou os procedimentos de operação —reduzir o fluxo pelas linhas e suspender manobras maiores enquanto dura o evento— e instalou compensação série nas linhas. Desde então, segundo a própria empresa, tempestades magnéticas intensas posteriores não voltaram a provocar cortes.

O que aprender com isso: Um evento solar não se "resiste", se opera: a lição aqui é que o que evitou a repetição foi antecipar e reduzir a carga durante a tempestade, não um equipamento novo. Na sua casa ou negócio o equivalente é ter o aviso (alertas meteorológicos espaciais), um plano do que desligar primeiro e uma madrugada de autonomia, porque o corte chegou quando todos dormiam.

Hydro-Québec · La tempête magnétique de mars 1989 — Comprendre l’électricité

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Evento Carrington, 1 e 2 de setembro de 1859 — a maior tempestade já documentada
Provocou auroras visíveis até o Panamá; há relatos de pessoas lendo jornal com essa luz noturna. Os telégrafos do mundo todo receberam descargas e pararam de funcionar. Não existe um número de pessoas afetadas porque, em 1859, não havia rede elétrica que pudesse entrar em colapso. A lição oficial da NOAA: um evento dessa magnitude ocorre aproximadamente a cada 500 anos, número que as agências usam hoje para calcular o risco real sobre a infraestrutura elétrica moderna.
Apagão geomagnético de Quebec, 13 de março de 1989
Às 2h44 da madrugada, a rede elétrica da Hydro-Québec entrou em colapso em menos de um minuto. A província ficou completamente às escuras por mais de nove horas. A lição oficial: a Hydro-Québec recalibrou seus sistemas de proteção, criou alertas de clima espacial em tempo real e adicionou compensação série às suas linhas de transmissão para resistir a futuras tempestades — mudanças que hoje explicam, em parte, por que o sistema resistiu melhor em 2024.

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